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Sem provas, Moro põe o pé no pescoço da OAS, por acusação a Lula

Jornalista Fernando Brito destaca que, "tal como aconteceu com Marcelo Odebrecht, é provável que [Leo Pinheiro] diga o que lhe pedem para dizer" no depoimento que prestará nesta quinta-feira 20 ao juiz Sergio Moro, a quem chama de "bajulador", sobre o caso do triplex no Guarujá; ele questiona ainda "de que adianta" a defesa de Lula apresentar provas de que o imóvel não pertence ao ex-presidente, mas sim à OAS; "Se o empresário quiser, basta que diga que, sim, 'era para Lula', embora não tenha sido, e não há um documento a comprovar"

20/04/2017 - [05:20] - Opinião

Agência Brasil

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Nesta quinta-feira, Sérgio Moro toma o depoimento de José Aldemário (Léo) Pinheiro, ex-sócio da OAS.

Na tentativa anterior de negociar uma delação premiada, Pinheiro teve o acordo recusado porque não incriminou Lula.

Amanhã, tem a chance de "regenerar-se" diante de seu algoz.

Tal como aconteceu com Marcelo Odebrecht, é provável que diga o que lhe pedem para dizer.

As delações são, como se percebe, não premiadas, mas teleguiadas.

Hoje, a defesa de Lula apresentou, à maneira de Deltan Dallagnol, mas desta vez presa a fatos e documentos, o seu powerpoint (veja ao final do post) recheado de provas e documentos que provam que Lula não era proprietário do triplex no Guarujá.

De que adianta?

Se o empresário quiser, basta que diga que, sim, "era para Lula", embora não tenha sido, e não há um documento a comprovar.

Só quem não vê que estamos diante de ritos judiciais fascistas, onde a um acusado só resta o caminho da acusação a outros como forma de tentar inocentar-se ou livrar-se do cárcere?

Hoje, Sérgio Moro desceu apressadamente do lugar que lhe foi reservado na cerimônia da entrega da Medalha do Mérito Militar, ao lado de Luciano Huck – imagino que o cerimonial pensou numa ala de celebridades – e foi cumprimentar, sorridente, Michel Temer, que será seu réu assim que lhe cessar a imunidade de que goza por ser presidente.

Não foi um cumprimento austero, apenas aquele que recomendaria a boa educação, foi um esparramo, quase tão grande quanto o dos cochichos com Aécio Neves, o polidenunciado.

Daqui a duas semanas teremos a oportunidade de ver outro Moro, o arrogante, autoritário e de modos agressivos, desdenhando do que lhe for dito.

Quando Lula for depor, num caso que já caiu no ridículo pela absolvição de todos os que não tiveram a caprichada desventuras de serem atirados ao Coliseu de Curitiba, Moro será um frio e duro inquiridor.

Hoje, foi só um bajulador.


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